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Fragmentos do dia a dia

1/2 publicitária, amante da tecnologia desde a invenção de prensa de Gutemberg. Acredita em teorias conspiratórias e em E.Ts, mas não em pessoas! Apaixonada por comunicação e seriados de tv. Gosta de Pringles e jujubas, mas não lembra porquê gosta de vodka. Sãopaulina de corpo e alma, e xinga muitooooo no twitter @jessicaotte



O que se leva do Adeus…

Ontem, Foo Fighters declamou “It’s times like these, learn to live again. It’s times like these ,you give and give again” e tudo mudou de perspectiva. Aquilo me tocou tão dentro da alma, tão dentro do peito, tão perto de mim, que por um momento, uma lagrima escorreu!

O adeus, a despedida sem hora de reencontrar, leva consigo uma mala gigante. Nela você deposita uma porção de coisas que antes estavam na estante do seu destino. Joga sonhos ainda não realizados, um pouquinho de alegria, algum punhado de expectativas e objetivos, e pronto, você tem uma estante limpa, sem nada, zerada. 

O vazio, a falta, a quebra da rotina te leva a buscar algo para suprir isso, e é nesse momento que você busca a primeira pessoa “disponível” na frente para “tapar” essa ausência. Com isso, você esconde o que sentia e se faz acreditar viver algo novo. A diferença é que eu não fiz isso, não me deixei fazer. Quando percebi que estava indo por esse caminho, recuei, fui sincera comigo mesma e me permitir sofrer. O sofrimento, a dor, não é de todo mal. É um amadurecimento forçado, que deveria mesmo acontecer, só não escolheu o melhor jeito.

Você começa a lutar com o que sente, a dominar a ausência, a falta, a saudade. Se vê pegando o celular antes de dormir e pensando “ligo ou não ligo?”, olhando fotos, buscando a pessoa em alguns lugares, e de repente é acometido ao NADA! A dor parece tornar-se aliada da sua rotina, então, ver uma foto não lhe remete a nada, falar com a pessoa não lhe remete a nada, ler uma frase novamente, não lhe remete a nada, a nenhum misero sentimento. Mas, engana-se quem acha que esse tal “sentir” não está ali. 

Foi mais ou menos assim:

” - Oi, tudo bem?

 - Tudo e vc?

 - Tudo ótimo! hummm, esse não é o tênis, ainda falta outro.

 - Tá, vou subir e buscar!

(Você fica olhando a pessoa ir, quando vê que ela subiu no elevador abaixa a cabeça e pensa consigo mesmo “Não chora agora, agora não, força, força!”)

 - Tá aqui o outro!

 - Ah, obrigada! Vou colocar a bike no carro.

Papo vai, papo vem, e por incrível que pareça, um assunto que parece tão inapropriado para o momento, mas algo que não magoa, não fere, não se refere a o 2 que não existe mais.

- Bem, vou indo!

(abraço distante, com medo, sem encostar de mais)

- Tá bom, tchau e se cuida!

- Você também.

Você olha no retrovisor, vê a pessoa de cabeça baixa, circulando e logo após indo embora. Sua vontade e sair do carro correndo (correndo mesmo), puxá-la pelo braço e dizer tudo aquilo que seu coração esta apertando no peito para falar, dar um daqueles beijos de faltar o ar. Mas, ao contrario disso, você fecha a porta do carro, dá ré, e vai embora. Despede-se do porteiro como se fosse voltar alguma outra vez. Para o carro na esquina, e chora tudo o que estava segurando. 

Se não fossem as tristezas, nos não saberíamos o que é felicidade! 

Todo aquele NADA some, e você sente tudo de novo. Tão forte quanto tomar uma paulada na cabeça. Tudo balança. O sentimento, a falta, a ausência que você ACHOU que tinha controlado, na verdade, tá tudo aí, intrinsecamente em você.

Após levar essa primeira rasteira do “NADA”, você está a flor da pele com seus sentimentos e é acometido agora a tomar um tapa da cara do destino.

Quase assim:

- Pô, Joan Jett tá tocando já, ninguém vai?

- Ah, a kat tá lá já.

- Blz, vou procurar.

Você anda cautelosamente, buscando entre as milhares de pessoas que descidiam cantar Joan Jett naquele momento, um rosto familiar, o da sua amiga perdida.

Uma luz do palco, alguém que decidiu mudar de lugar e pronto, o destino sambando na sua cara. Lá estava ela, iluminada por alguma luz que todos ou só eu via, ao lado de um outro alguém. 

Aquele show, aquele festival, aquele momento tinha sido planejado a meses, em dupla. Já era difícil por si só estar lá sem a presença da pessoa que tinha o nome estampado no seu ingresso. E quando você se depara com o fato de ver que aquele plano, que era seu e dela, foi logo adaptado para ser dela e da outra. Amigo, é quase um tapa na cara com luva de ferro.

Para não ser vista em uma situação tão lamentável, você se esconde entre a galera. E por algum motivo, Joan Jett já não brilhava no palco. Hora de voltar para a canga e ficar sentada com cara de TÁ TUDO BEM!

——-

Depois desse feriado com muitos altos e baixos, ontem, após o show, me permitir 4 horas de lágrimas e soluços, e muitos questionamentos do tipo: - Por que?. 

Eu aguentei firme e forte, e em 3 longas semanas, me deixei abater uma ou outra vez, mas sempre por poucos minutos. Logo após, me via sentada pensando o porque disso tudo. 

Não quero esconder sentimentos, e não quero por nenhum momento tapar meus buracos, as falhas deixadas por ela na minha rotina. É injusto comigo, e injusto com outra pessoa. Se eu não me der tempo, se eu não refletir horas sobre isso, se eu não sentir falta, se eu não chorar, e se eu não sorrir, de nada me valerá essa fase. Eu não saberei se é ela a pessoa que deveria passar o resto da vida ao lado, ou se foi uma daquelas paixões arrebatadoras. De qualquer forma, tem que deixar explicito mesmo, tem que manter a ferida aberta, sem curativo. Só assim ela seca e vira cicatriz. Quanto tempo vai demorar? Sabe-se lá. Mas o importante é que já tomei consciência disso. O meu “bandaid” prefiro deixar guardado, para quando cair de skate de novo. Agora, de ferida aberta e sangrando, sou mais eu de verdade, sem falsas alegrias ou falsos sorrisos. Não me escondendo atrás de uma pequena ilusão, muito menos me enganando com esperanças invalidas. 

Sei o quanto me faz falta, sei o quanto amo e sei mais ainda o quanto isso modificará minha vida. Meu orgulho, meu ego, me deixam ver, me deixam sentir. 

O que eu levo do Adeus? Foram mais ou menos  970 dias com ela. Várias risadas, grandes momentos, muitos sonhos e hoje, apenas estante vazia. Amanhã, seriam 1000! Mas no lugar, ficaram 23 dias sem ela!

E sabe que serão importantes na história um do outro para sempre, independentemente de tudo que estiver pra acontecer.” (Caio Fernando Abreu)


4.8.2012 |
1

Tenho sido acometida constantemente, ou mais especifica, diariamente pelo inédito, pelo inesperado, pela novidade, seja ela boa ou ruim. Mas tudo tem seu lado bom, afinal, nem mesmo eu sabia o quanto estava precisando de novos ares, novos lugares, novas histórias pra contar. Ano passado foi bom, muito bom, mas repeti demais, permaneci demais em situações que eu sabia precisariam de mudanças. Muito disse, muito senti, estraguei uma ou outra coisa, mas sobrevivi e estou aqui murmurando palavras sobre esses sentimentos. Qualquer outro caminho que eu tivesse seguido não me traria até o agora, o hoje, o este instante. Eu estou gostando do agora, ele é doloroso, frio e muito solitário, mas devemos ver beleza em tudo. E isso só me deixa mais ansiosa pelo que me está reservado no depois.

Parei de caminhar pela marquise, com medo da chuva. Me deixei atingir por raios, e eu os permito doer, porque sempre tem um ou outro que é forte o suficiente pra te fazer parar o coração, pra voltar a bater ainda mais forte (no caso, este momento). É intensa e perigosa, a vida de quem corre na chuva, sem desviar das poças d’água. É imprevisível e nada cautelosa, a vida de quem caminha sem medo de escorregar, de levar um tombo, de molhar a bunda, de olhos fixos no horizonte, desatento às pedras no chão. 

Os tombos sempre, mas sempre viram cicatrizes e, nos pontos recém costurados, é possível ler uma porção de coisas. E entre “não faça isso” e “faça aquilo”, a gente passa a caminhar por estradas cada vez mais estreitas, claustrofóbicas. São tantas as lições que a vida nos ensina, que, por vezes, vemos nosso mundo se restringir a minúsculos cubículos cercados por instransponíveis muralhas. Assim a gente para de caminhar em alguma direção, e a vida se torna um ciclo repetitivo.

E é quando essa situação se transforma em uma chaga insuportável e dolorosa para se carregar, a gente apalpa as próprias costas e nota que somos dotados de belas asas. Lá de cima, no meio do azul, a gente pode acompanhar todos os caminhos que deixamos de percorrer, por medo de colecionar novas - e mais doloridas - cicatrizes. Tomados pelo arrependimento de não ter arriscado, tentando, ou buscado, descobrimos que nossa estrada não é de duas mãos. 

3.20.2012 |
Toda vez que venho escrever aqui penso em falar sobre o tempo, sobre o que está acontecendo no mundo, sobre o ser humano ou sobre qualquer programa babaca que esteja passando na TV. Mas, ao contrario disso eu sempre falo de mim mesma, das minhas frustrações, lembranças e alegrias. Falo tanta coisa que parece que to inventando. Mas dessa vez eu juro que tentei não falar sobre mim, mas sabe, eu sou assim, tenho muita história pra contar.
E hoje não foi diferente…
A ficha demora a cair, ela percorre todas as vísceras das lembranças, e uma a uma vai te conduzindo a algo no qual nem você sabe se deseja chegar. Desenterra sorrisos e nos faz cantarolar certas melodias. E esse tipo de coisa não acontece uma vez na vida, na verdade acontece muito e por causa de todos tons graves, acordes tocados nos bordões que formam as notas mais sombrias, os timbres ásperos de mais e a interpretação errada, depois da segunda já é revanche. As recordações nem sempre são luvas de pelica acariciando seu rosto.
Quando a coisa doe, a gente chuta o ar, se revolta, fica triste, amargo, com raiva e a revanche, quando de certa forma é bem feita, torna-se justiça.
Quem nunca passou por isso?

Toda vez que venho escrever aqui penso em falar sobre o tempo, sobre o que está acontecendo no mundo, sobre o ser humano ou sobre qualquer programa babaca que esteja passando na TV. Mas, ao contrario disso eu sempre falo de mim mesma, das minhas frustrações, lembranças e alegrias. Falo tanta coisa que parece que to inventando. Mas dessa vez eu juro que tentei não falar sobre mim, mas sabe, eu sou assim, tenho muita história pra contar.

E hoje não foi diferente…

A ficha demora a cair, ela percorre todas as vísceras das lembranças, e uma a uma vai te conduzindo a algo no qual nem você sabe se deseja chegar. Desenterra sorrisos e nos faz cantarolar certas melodias. E esse tipo de coisa não acontece uma vez na vida, na verdade acontece muito e por causa de todos tons graves, acordes tocados nos bordões que formam as notas mais sombrias, os timbres ásperos de mais e a interpretação errada, depois da segunda já é revanche. As recordações nem sempre são luvas de pelica acariciando seu rosto.

Quando a coisa doe, a gente chuta o ar, se revolta, fica triste, amargo, com raiva e a revanche, quando de certa forma é bem feita, torna-se justiça.

Quem nunca passou por isso?


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1.12.2012 |

Cidra Cereser e o Ano Novo;

Cabeça no travesseiro, olhos voltados para o teto, pés cobertos e ventilador ligado. Sim, chegou o calor! E com ele vem uma série de coisas das quais me recordo com grande felicidade, como por exemplo, aquele final de ano em Caraguatatuba, onde minha avó caiu na piscina e quase morreu afogada, no qual acordamos de madrugada e brincamos de arremessar sapos com vassouras pela porta da frente e aquelas dolorosas bolhas de queimadura de sol após o fator 50 não proteger minhas belas costas branquelas. 

Dezembro é um mês que, de certa forma, me traz mais recordações do que o resto do ano. Era a época onde toda família se reunia, natal na tia Rose e ano novo na tia Shirley. Pudim, pernil, salada de maionese, peru, chester, sorvete, bolo, ahhhhhh e claro a Cidra Cereser que vovó Narcisa comprava para mim e para minha irmã, porque era docinha e não nos deixaria bêbadas após duas taças e muita uva roxinha! Eu era uma criança feliz…

Daqui a pouco o natal vai chegar, o ano novo será comemorado, e a pergunta que me paira na cabeça é: Como será essa data sem você? 

Meus olhos chegam a lacrimejar, mas no rosto ainda existe um sorriso quando lembro do karaokê e da minha vovó cantando “Última canção” imitando a Hebe Camargo! Senhor, aquilo era torturante, mas não tinha quem não deixasse se render pelas risadas após a música e o 89 que acompanhava a pontuação. Sinceramente, sentirei muita falta disso. Assim como também fará falta aquele abraço à meia noite, com algumas lagrimas e um “A vó te ama muito filha”, sem deixar de lado o hidratante, ou a caderneta, ou a caneta que ela sempre me dava de presente - É só uma lembrancinha; Mas já era o suficiente vó!

Esse ano não tem Cidra Cereser, não tem hidratante ou caneta, não tem “A vó te ama muito filha” e também não tem Hebe Camargo na festa. E só Deus sabe o quanto isso me fará falta!

A meia noite não esperarei o papai noel, muito menos ficarei ansiosa pelos presente, o buraco será um pouco mais embaixo, lá no fundo, onde só uma Cidra Cereser bem gelada em um copinho de plastico pode alcançar! 

11.28.2011 |
Amei a serenata que você nunca fez!

Amei a serenata que você nunca fez!


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11.8.2011 |

O que passou…

Quando você cresce, suas preocupações obviamente crescem com você, suas expectativas, seus amigos, seus caminhos, seus trabalhos da escola também não ficam para trás.

Aos 7 anos sua maior decisão é saber qual a cor do power ranger você será dessa vez. O engraçado é que eu sempre quis ser o Branco, e o meu melhor amigo queria ser o verde, brigávamos e eu o convencia a ser o vermelho. Afinal, o branco era a evolução do verde. Coisas de criança!

Aos 10 anos, a disputa era ter o tênis com uma luz vermelha na frente, mas mesmo assim todo mundo queria de verdade era colocar um pedaço de garrafa pet na roda de trás da bike e sair pedalando pela vila como se tivéssemos motos mega potentes em uma corrida contra o fim do mundo. Percorríamos três quadras e achávamos que o mundo era gigante. 

Aos 12 anos, os sinais da puberdade e a preocupação com as espinhas começam a tomar as nossas vida, e entre cravos, namoricos e paquerinhas, nessa idade eu já sabia o que queria ser da vida, astronauta. Meu melhor amigo queria ser… Na verdade, com 12 anos todo mundo queria ser astronauta e as respostas mais diversificadas ficavam com Médico, Veterinário, Professora. Não sei ao certo quantas pessoas realizaram seus sonhos, só sei que eu em especifico não.

Com 14 anos os meninos se preocupam com os 18 anos chegando e a virgindade presente em suas vidas, e as meninas eufóricas pelos seus aniversários de 15 anos, com vestidos rodados, damas, Dj, coquitéis com suco de maça e com quem iriam dançar. Mas em um geral nós, ali da vila, parte de cima da rua, estávamos mesmo era jogando bolinha de gude, empinando pipa, aprendendo a tocar violão, comprando nossos primeiros vinhos da madrugada e nos permitindo a ficar até às 2h da manhã no portão da casa da minha vó. Sem esquecer dos finais de tarde no shopping, nos quais não fazíamos NADA, mas ao mesmo tempo TUDO.

Aos 15 anos, eu não lembro exatamente o que fazia da minha vida. Só sei que nós, jurávamos amizade eterna. Não faço a minima ideia quando decidimos parar de jurar isso. Eu era a mais velha do grupo e meu aniversário de 15 anos, foi um bolo depois da escola, com meu pai, minha mãe e minha irmã. 

Aos 17 anos eu estava no pós Ensino Médio, Pré Faculdade e já me sentia adulta o suficiente para dominar o mundo, mas não para entrar na porra da Bubu!

Com 18 anos eu era a dona do mundo, e foi assim até meus 20 anos. Tinha tudo, podia tudo. Pelo menos eu acreditava nisso. Foram os dois anos de erros, acertos, aprendizados, amadurecimentos, semi-morte, nova-vida, nos amigos, velhos amigos. Tão simples como comer uma maça.

Os anos passam, as pessoas crescem, você muda. Seu melhor amigo da vida inteira hoje não é mais o mesmo daquela época. Bicicletas perderam o lugar para carros e motos de verdade, o mundo já não é os três quarteirões, seu maior medo não é mais pedir dinheiro para seu pai pra ir ao shopping, nem quantas pessoas você conheceria e machucariam seu coração. Você ainda pode se emocionar ao lembrar daquelas férias com os amigos, com a família, dos churrascos e da primeira festa com a galera. Você deve lembrar o nome de todos seus cachorros e as manias de cada um.

O Skipp tinha orelhas grandes e marrons e gostava de me perseguir pela casa, foi meu primeiro companheiro e minha primeira verdadeira perda, o Bumer era um vira-lata mal educado, mas que levava todos os bichinhos dele para o corredor nas sexta-feira por volta das 18h, pois de uma forma ou de outra, ele sabia que eu e minha irmã chegaríamos logo na casa da minha vó e ficaríamos brincando com ele por horas. A Susy (minha atual cachorra) é a coisa mais maravilhosa que já vi, ela está todo dia me esperando no portão e quando chego da faculdade querendo muito minha cama, ela sabe como me fazer ficar nem que seja dez minutos sentada no chão da garagem, tem olhos azuis lindos e um pelo bem preto, orelhas triangulares e um dengo que não cabe nesse ser.

Hoje, ao ver algumas fotos antigas lembrei de alguns amigos da rua, da escola, da vida, de alguns momentos, e até mesmo de pessoas que não estão mais aqui. Daquele baile do formatura e do quarto 22, dos aniversários dos meus amigos que deixei para depois e dos momentos em que preferi estar em outro lugar, e só eu sei o quanto me arrependo. Quantos telefonemas poderiam ter mudado histórias, quantas escolhas poderiam ter me levado para outros lugares. Sinto uma falta gigante de três grandes amigos inseparáveis que hoje, por causa dessas escolhas, mal conseguem se encontrar. Percebi como a vida passa rápido, que o ciclo de cada um é tão particular quanto seu DNA, e que essa história de que nada volta é lenda, pois as lembranças estão aí para isso. O quão é importante dar valor para as pequenas coisas, mesmo que seja aquela briga com seu irmão mais novo que resultou em um pé quebrado. Na verdade descobri que tem lembrança que dói, e dói muito viu! E no final, será sempre você contra você mesmo, tentando manter suas preocupações, suas expectativas, seus amigos, seus caminhos e seus trabalhos da escola, o mais sobre controle possível!

10.24.2011 |
Acabou, parei, deixei pra lá, não quero mais calçar os sapatos de outros e caminhar pelo meu caminho. Não são minhas pegadas que estão ficando para trás, na verdade, tá difícil de reconhecer de quem são os pés que formam a trilha do meu passado. Eu nunca me reconheço, eu nunca sei o que sou hoje e como serei amanhã e por mais tolo que pareça, essas mudanças me agradam, e muito! 
Cansei de tentar decifrar o que tem pra hoje, não quero mais buscar lógica, pois se cada dia sou uma pessoa diferente, tenho o direito de sentir algo diferente a cada amanhecer, e quem sabe por quanto tempo o “algo diferente” será sempre por você?

Acabou, parei, deixei pra lá, não quero mais calçar os sapatos de outros e caminhar pelo meu caminho. Não são minhas pegadas que estão ficando para trás, na verdade, tá difícil de reconhecer de quem são os pés que formam a trilha do meu passado. Eu nunca me reconheço, eu nunca sei o que sou hoje e como serei amanhã e por mais tolo que pareça, essas mudanças me agradam, e muito! 

Cansei de tentar decifrar o que tem pra hoje, não quero mais buscar lógica, pois se cada dia sou uma pessoa diferente, tenho o direito de sentir algo diferente a cada amanhecer, e quem sabe por quanto tempo o “algo diferente” será sempre por você?


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10.14.2011 |
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Eu não preciso de pessoas fingindo que gostam de mim

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9.13.2011 |
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A mentira é o que nos faz ser tão fracos. A verdade é o que nos leva para o outro lado…

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9.9.2011 |